A Gestão de Recursos Humanos eficiente e equilibrada é fundamental dentro de qualquer empresa. Através da captação e gestão dos activos humanos é possível introduzir políticas motivacionais capazes de colocar o Capital Humano no seu pleno de produção.
Em tempos de bonança a introdução de medidas motivacionais é uma tarefa facilitada pois, com mais ou menos investimento, os gestores de recursos humanos estão aptos a introduzir um conjunto de benefícios que vão de encontro às necessidades dos colaboradores.
Contudo, tendo em conta a conjuntura internacional, nomeadamente a europeia, e mais incisivamente a nacional, a gestão de recursos humanos é hoje uma tarefa árdua, só capaz de ser edificada através do conhecimento e do domínio das práticas desta área de gestão.
Gerir Recursos Humanos em tempos de crise é um ponto fulcral para a boa manutenção das empresas e organizações que ocupam o mercado português. Este é o grande desafio dos gestores de recursos humanos para 2012. E, mais do que nunca, os empresários têm de se consciencializar de que saber gerir o capital humano é imprescindível para o sucesso dos seus negócios.
No panorama nacional ressalta a palavra despedimento e a necessidade de emagrecimento de custos. Em algumas empresas permanece o silêncio face ao que o futuro reserva. Torna-se, por isso, cada vez mais importante trazer para primeira cena os conceitos de Motivação, Compromisso, Entrega, Participação e todos os outros vocábulos que representam envolvimento das partes. Em situações de crise, as empresas necessitam de se comprometerem e comprometerem os trabalhadores, ou seja, chamá-los à participação.
E como vamos nós, gestores de recursos humanos, motivar se os recursos financeiros são cada vez mais escassos? Só existe uma solução, estudar, pesquisar e não aplicar nada que não tenha sido testado. Se na bonança não havia limites para a imaginação (Ginásios, Massagens, Viagens, etc.) agora é tempo de propor com sapiência, ou seja, chegou a hora de olharmos para os pacotes propostos nas nossas empresas e saber o que é benéfico para as contas, o que tributa e o que não tributa, sempre numa óptica de dar, sim, mas com contenção. A ideia base tem de ser “A empresa onde trabalho é minha, aliás, é património nacional”. Só assim podemos marcar a diferença.
O ano de 2012 será um ano de dificuldades e as empresas que as conseguirem ultrapassar serão as mais rentáveis num futuro próximo. Para os gestores de recursos humanos deverá ser um ano de altruísmo. Um altruísmo que tem de ser extensível e partilhado por todos: entidades patronais, gestores e trabalhadores. O Barco é só um e a missão é única: Levá-lo a bom porto!
Tiago Cardoso, Dezembro 2011